Deputado Federal Pedro Westphalen (PP-RS): Volta às aulas é prioridade, sim!

Deputado Federal Pedro Westphalen (PP-RS): Volta às aulas é prioridade, sim!

A educação é o único caminho reto para o desenvolvimento de uma nação. Por isso, o decreto do Governo do Estado que finalmente permite a realização de aulas presenciais para uma parcela dos alunos é uma decisão tão esperada – e comemorada. Já considerado atividade essencial pela Câmara dos Deputados esse retorno será decisivo para que uma geração de brasileiros não sofra consequências que podem perdurar por décadas.

A volta deve ocorrer com a adoção de protocolos que assegurem o bem-estar da comunidade escolar. Há uma grande mobilização para que os profissionais da educação sejam incluídos nos grupos prioritários da vacinação, mas isso não pode ser o único determinante para os estabelecimentos de ensino reabrirem.

Escolas são espaços seguros de conhecimento, partilha, e apoio e acolhimento. Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), a crise sanitária e financeira potencializou a violência infantil. Os registros estão subnotificados, pois as denúncias se originam, em sua maioria, de escolas.

Na pandemia, as desigualdades no ensino ficaram ainda mais acentuadas. No Brasil, cerca de 6 milhões de estudantes, desde a pré-escola até a pós-graduação, não têm acesso à internet banda larga em casa e não conseguem participar do ensino remoto. Desses, 5,8 milhões são alunos de instituições públicas de ensino. Muitos dependem do celular do pai ou da mãe para ter acesso aos conteúdos, o que sempre é possível. Para além do déficit de aprendizagem e da falta de aulas, a consequência se traduz na evasão. É urgente mudar essa realidade! Somando a isso, é preciso lembrar que a escola é o espaço onde as crianças aprendem a se prevenir contra o coronavírus e multiplicar as informações junto à família e aos vizinhos. É também o lugar de fazer uma refeição balanceada no dia – para muitos, a única do dia. Era sinônimo de ambiente seguro quando os pais saíam para trabalhar.

Na área da saúde, por exemplo, cerca de 70% dos profissionais são mulheres, que têm em suas rotinas a grande preocupação de quem ficará com os filhos. E o que sobre neste ano de fechamento? Além de recorrer a avós, tias, muitos pais se valem até de creches e escolinhas clandestinas para poder trabalhar e manter o sustento das famílias.

Portanto, se realmente queremos cuidas das nossas crianças, elas têm de estar na escola – e esperamos que o decreto do Governo do Estado não seja anulado, como em outras ocasiões. Não temos o direito de deixar que os estudantes percam mais um ano letivo – e com ele, a socialização, a integração e o aprendizado que só o ambiente escolar poder oferecer.

Pedro Westphalen, Deputado Federal e Médico

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