Dr. Edmond Barras - Desperdícios na Saúde - Parte II

Dr. Edmond Barras - Desperdícios na Saúde - Parte II
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Os EUA gastam mais em saúde que qualquer país no mundo, 3,6 trilhões
de dólares, o que corresponde a 18% do PIB. Cerca de 25% dos gastos com a
saúde nos EUA podem ser classificados como desperdícios de acordo com
artigo publicado no Journal of American Medical Association. Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Pittsburgh analisaram 54 publicações médicas, relatórios governamentais e análises de seguradoras para estimar os níveis de desperdício no sistema de saúde americano. Os autores classificaram os desperdícios em várias categorias tais como falha na prestação de cuidados, falha na coordenação dos cuidados, tratamento excessivo, cuidados de baixa eficiência, falta de controle de custos, fraudes e complexidade administrativa. A complexidade administrativa foi responsável pela maior parte dos desperdícios com cerca de US$ 265 bilhões por ano, seguida pelas falhas ou insuficiência de preços que chegam a US$ 240 bilhões por ano. Cerca de US$ 300 bilhões foram
proveniente de falhas na prestação de cuidados, falhas de coordenação e
tratamento excessivo. O estudo calculou que metade desses desperdícios
poderia ser evitada.

De um modo geral o custo com os desperdícios no sistema de saúde
americano varia entre 760 e 935 bilhões de dólares anualmente. O que é mais impactante é que a maior fonte de desperdício, com mais de um quarto de trilhão de dólares é a complexidade administrativa. Parte desse desperdício é devida a um sistema de saúde fragmentado; uma interoperabilidade de dados mais integrada poderá produzir economias. O movimento para atendimento baseado em valor, que se concentra no alinhamento de incentivos e no aumento de colaboração entre pagador e provedor, pode reduzir de maneira significante esta fonte de desperdício pois muitas das ferramentas administrativas usadas pelos pagadores para reduzir os desperdícios (como autorização prévia de procedimentos) poderia ser delegada aos médicos, reduzindo a complexidade administrativa para todas as partes interessadas. É fundamental que o médico tenha o direito, mas também a responsabilidade em relação aos procedimentos.

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