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2 de julho de 2022

Inflação e juros altos dos EUA prejudicam preços, dólar e Bolsa brasileira; ENTENDA

A inflação anual nos Estados Unidos bateu recorde em março e chegou a 8,5%, o maior índice em 41 anos. A taxa passou longe da meta de 2%. Pressionado pelos aumentos de preços, o FED (Federal Reserve), banco central do país, será obrigado a aumentar os juros, o que trará impactos para a economia mundial, inclusive a do Brasil.

Os novos juros do país devem ser definidos na próxima semana. Medidas mais agressivas são esperadas. Segundo o presidente do FED, Jerome Powell, existe a possibilidade de aumento de até 0,5 ponto percentual. O país deve ter sucessivas elevações e terminar o ano a 3%, índice alto para os padrões americanos.

A elevação da inflação nos Estados Unidos segue uma tendência global causada pela reabertura da economia após a Covid-19. Segundo Rachel de Sá, chefe de economia da Rico, os incentivos para aquecer o mercado provocaram um aumento no consumo, apesar de muitos terem sofrido financeiramente com a pandemia. O que causou, consequentemente, a aceleração nos preços.

“Houve uma política monetária muito expansionista, juros muito baixos para estimular a economia e evitar um estrago ainda maior. A gente começou a ter um desequilíbrio de oferta e demanda. Fábricas estavam fechadas e explorações de commodities (matérias-primas cotadas globalmente) com funcionamento reduzido. Com a reabertura, os serviços também voltaram a recuperar suas margens”, explica Rachel.

No começo da pandemia, também com o objetivo de diminuir perdas, R$ 1 trilhão em auxílio foi injetado na economia.

Para a analista, a “cereja do bolo” foi a guerra entre Rússia e Ucrânia. “O conflito envolve dois produtores de commodities energéticas, como o petróleo, e agrícolas, além de fertilizantes, essenciais para a produção de alimentos. Sem esses países, a oferta diminuiu mais ainda e os preços aumentaram para Estados Unidos, Brasil e o mundo todo.”

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