MPF obtém condenação por incitação de preconceito de raça e religião contra o povo judeu e o judaísmo

MPF obtém condenação por incitação de preconceito de raça e religião contra o povo judeu e o judaísmo
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Condenado realizou, em 2014, postagens discriminatórias na rede social Facebook

O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação, pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, de homem acusado de incitar preconceito de raça e religião contra o povo judeu e o judaísmo através de postagens ofensivas realizadas nos dias 09 e 12 de novembro de 2014, na rede social Facebook.


As postagens foram realizadas no perfil público do condenado, tendo sido recebidas pelos seus mais de 2800 seguidores e ficando acessíveis, pelo menos, aos seus 4500 contatos nas redes sociais. Nas suas mensagens afirma que “todo desgraçado que apoia o estado ilegal de Israel deve morrer”, bem como “todo judeu sionista”, que são apenas “ratos imundos”, reconhece que “isto é sim um discurso de ódio” e diz que os muçulmanos devem tomar medidas contra este “povo sarnento”. Em seu perfil, imagens utilizadas deixavam clara sua simpatia pelo radicalismo e pela violência.

No entendimento do desembargador federal relator do voto, “o preceito fundamental de liberdade de expressão não consagra, em hipótese alguma, o direito à incitação e à discriminação e ao preconceito de raça ou religião, dado que um direito individual não pode constituir-se em salvaguarda de condutas ilícitas. Tão grave é o perigo social do preconceito, da discriminação, do racismo, que é nítida a prevalência dos princípios da dignidade da pessoa humana e da igualdade jurídica em detrimento de qualquer argumento em defesa da livre manifestação do pensamento”, pontua.

A ação penal correu na Justiça Federal de Pelotas e no Tribunal Regional Federal da 4ª Região sob o nº 5010271-82.2016.404.7110.

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