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28 de novembro de 2021
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Perguntas sobre a vacina contra a Covid-19? Confira respostas a 15 dúvidas mais comuns

O avanço, mesmo que vagaroso, da vacinação contra a COVID-19 no Brasil faz com que milhares de pessoas se cerquem de dúvidas acerca da imunização, em especial sobre o que vem depois das “agulhadas”. Além disso, uma desconfiança já levantada de forma leviana por certas autoridades do país sobre a imunização com vacinas pode auxiliar na falta de segurança da população quando o assunto é vacinação. Diante deste cenário, o Estado de Minas elaborou um guia a respeito da vacinação, considerada uma das frentes dar fim à pandemia do coronavírus.

Mesmo se eu receber as duas doses da vacina, posso desenvolver COVID-19? Sim. A vacinação vai diminuir as chances de que as pessoas desenvolvam formas graves, de acordo com os estudos publicados até o momento. Falhas acontecem com qualquer vacina: nenhuma tem 100% de eficácia. Diante de um universo de dezenas de milhares de novos casos diários e do aumento gradual, ainda que lento, do percentual de indivíduos vacinados, é esperado que ocorram cada vez mais casos de infecção em vacinados, mas com sintomas mais leves.

Depois de vacinado, preciso continuar a usar máscara e manter distanciamento de outras pessoas? Sim, pois não há 100% de eficácia nos imunizantes e não se sabe ainda se os disponíveis até o momento são capazes de impedir a transmissão do vírus. Além disso, enquanto houver doses insuficientes para vacinar grande parte da população, sempre haverá pessoas vulneráveis e que poderão desenvolver quadros graves da COVID-19.

O que significa eficácia da vacina? Trata-se da capacidade que um imunizante tem para prevenir determinada doença. Quando afirmamos que uma vacina tem eficácia X – 50%, por exemplo – para todas as formas da doença, significa que os pacientes vacinados terão, no exemplo, 50% de proteção para qualquer tipo de infecção, desde leves até graves. Porém, a mesma fórmula pode, por exemplo, ter 90% ou 100% de proteção para as formas graves da doença. Quando se diz que a vacina Sinovac/Butatan (CoronaVac) tem 50,4% de eficácia geral, significa que as pessoas que receberam a vacina têm 50,4% menos chance de desenvolver COVID-19. Os percentuais são de 73,4% para a vacina da Fiocruz/Oxford/AstraZeneca e de 95% para a vacina da Pfizer. Todas demonstraram eficácia ainda mais alta quando considerados apenas casos graves.

Posso ser infectado pelo novo coronavírus ao tomar a vacina? Não, as vacinas não transmitem o novo coronavírus.

Recebi a vacina e desenvolvi sintomas da COVID-19. O que fazer? Primeiramente, procure seu médico para uma avaliação clínica. Caso o exame RT-PCR venha positivo, você desenvolveu COVID-19 não por causa da vacina, já que nenhuma vacina contra o vírus causador da COVID-19 é de vírus vivo atenuado. Nesse caso, o paciente já apresentava o vírus em período de incubação (de 14 dias) e já desenvolvia a doença quando recebeu a vacina. Caso a doença ocorra após a aplicação da primeira dose, para receber a segunda dose é preciso contar 30 dias do início dos sintomas ou do exame positivo.

Quanto à segurança das vacinas COVID-19, o que sabemos? No geral, as vacinas que vêm sendo aprovadas ao redor do mundo apresentaram bom perfil de segurança. A maioria dos registros de reações é de casos leves a moderados, que se resolvem em poucos dias. Raros são os eventos adversos graves. As quatro vacinas já aprovadas no Brasil apresentam um perfil de segurança semelhante ao das outras que já se utilizam há anos no país. Elas não causam efeitos colaterais importantes na maioria das pessoas que as recebem. Embora fenômeno de hipersensibilidade imediata grave (anafilaxia) possa ocorrer após qualquer vacina, foram muito poucos os casos registrados até o momento no Brasil. Reações alérgicas são incomuns, mas podem ocorrer após qualquer vacina. Não se pode esquecer que eventuais riscos de raros eventos severos pós-vacina são muito menores do que os da COVID-19.

Posso ter efeitos colaterais após tomar a vacina? O que eles significam? Sim. É possível apresentar sintomas semelhantes aos de uma gripe leve, mas eles vão passar em 24 a 48 horas. É uma condição perfeitamente normal e demonstra que o organismo está construindo proteção contra o vírus. A intensidade pode ser maior ou menor, de acordo com cada sistema imunológico. Algumas pessoas não apresentarão efeitos colaterais. Deve-se procurar atendimento médico em caso de alguma reação severa ou se não houver melhora em 48 horas. Efeitos adversos mais comuns estão relacionados a dor de cabeça, fadiga, dor no local de aplicação, vermelhidão, inchaço e coceira.

Quanto tempo leva para ficar imunizado depois da vacina? O organismo precisa de tempo para fabricar os anticorpos. Estima-se que o potencial completo da vacina seja atingido em cerca de duas semanas após a aplicação. E é importante lembrar que para as vacinas já disponíveis no Brasil são necessárias duas doses.

O que dura mais: a imunidade causada pela própria COVID-19 ou a produzida pelas vacinas? A proteção conferida pela doença, chamada “imunidade natural”, pode variar de pessoa para pessoa, e ainda não se sabe quanto tempo dura. Evidências disponíveis sugerem que é incomum contrair a doença pela segunda vez. Quando isso acontece, raramente se dá nos 90 dias após a primeira infecção. Já existe estudo demonstrando que a proteção pode durar pelo menos oito meses em grande parte das pessoas. Tampouco se sabe por quanto tempo as vacinas prevenirão a COVID-19 antes de ser necessário novo reforço vacinal. O mais importante é lembrar que, ainda que se constate que a duração da proteção por vacinas seja menor, elas protegem sem os riscos envolvidos no adoecimento.

O que acontece se eu tomar só uma dose da vacina? Posso me considerar protegido? Os dados de eficácia conhecidos e comprovados referem-se a esquemas com duas doses. Portanto, não pode se considerar protegido quem tomou apenas uma dose. A exceção é para a vacina da Janssen, a única entre as aprovadas no Brasil que prevê apenas uma aplicação.

O que acontece se a segunda dose atrasar? Para garantia da eficácia documentada nos estudos, as vacinas devem ser aplicadas de acordo os intervalos estipulados para cada uma, mas não é preciso recomeçar o esquema –  ou seja, tomar novamente a primeira dose, e só então o reforço – em caso de atraso. Basta tomar a dose que falta, completando o esquema e obtendo a expectativa de proteção documentada.

Posso tomar a primeira dose de uma vacina e a segunda dose de outra? Os esquemas de vacinação devem ser completados com a mesma vacina. Ainda não há dados estabelecidos sobre a segurança ou eficácia em situação de “combinação” entre fórmulas.

Devo esperar para escolher vacinas com maior eficácia? Não. A vacinação é importante para que se controle a pandemia, exceto para indivíduos com contraindicação médica. É recomendável que cada público receba a vacina indicada pela autoridade local de saúde, que esteja disponível no momento da convocação. Qualquer tempo de espera é um período em que o organismo está mais vulnerável à COVID-19, podendo não apenas desenvolver a doença e seus quadros mais graves, mas também disseminar o coronavírus.

Quais são as contraindicações para as vacinas da COVID-19? As vacinas contra a COVID-19 atualmente disponíveis só são contraindicadas para pessoas com histórico de reação alérgica grave após dose anterior ou intolerância conhecida a componentes da fórmula.

Após tomar a segunda dose, posso parar de usar máscara e de seguir o distanciamento social? Não. É muito importante manter as regras de prevenção com o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social, mesmo para quem já tenha recebido a vacina em esquema completo. Nada muda após as duas doses. É necessária a vacinação do maior número possível de pessoas para que o vírus pare de circular e para que se possa de fato pensar em relaxar as medidas de prevenção. Portanto, a vacina não significa um passaporte de imunidade, pois o vacinado ainda pode se contaminar, ainda que com efeitos menos severos, e tem potencial para infectar outras pessoas.

Fontes: Sociedade Brasileira de Imunizações e Hospital Israelita Albert Einstein





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