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28 de novembro de 2021
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Preso ex-policial militar suspeito de cometer abusos contra a própria neta em Canoas

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (17), em São Leopoldo, um ex-policial militar de 57 anos, acusado de abusar de uma das netas que estavam sob seus cuidados. Segundo a polícia, a menina de 14 anos já havia sido abusada pelo padrasto. Os crimes aconteceram em Canoas e São Leopoldo. A ação faz parte da Operação Inocência, que mantém o alerta para os casos de abuso contra crianças e adolescentes.

De acordo com o delegado Pablo Rocha, à frente da investigação na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, o homem, avô paterno das crianças, foi o responsável pela primeira denúncia de abuso sexual, por parte do padrasto contra a menina, que na época teria em torno de 12 anos.

Segundo Rocha, o avô ainda estava brigando pela guarda dos três netos – a menina e dois irmãos mais novos, uma menina e um menino. “Ele abusava apenas da mais velha”, ressalta o delegado. O delegado explica ainda que o homem levou os netos para sua casa, em São Leopoldo, com a argumentação de que iria ajudar a cuidar das crianças. “Ele ainda se aproveitou de toda a confusão que se instalou na família para praticar os atos”, aponta.

A investigação apontou que o avô armou tudo para levar a menina para dormir no quarto com ele. “Primeiro ele colocou o menino para dormir na sala e as meninas com ele, no quarto. Quando está com as netas, ele inicia a prática de atos de cunho sexual”, conta. “Posteriormente, retirou do quarto a outra menina mais nova, e passou a praticamente viver maritalmente, com a neta mais velha, que tinha de 12 para 13 anos”, relata.

Suspeito tentou forjar provas

A polícia tomou conhecimento dos abusos depois que as meninas conseguiram avisar a mãe sobre o que se passava na casa. A partir daí foi determinada medida protetiva para que o suspeito não se aproximasse mais das crianças. “Ele descumpriu a medida e entrou em contato com o menino para forjar provas para que fosse inocentado”, detalha Rocha.

Foi necessário que os agentes agissem rápido. “Quando soubemos, instruímos o menino sobre como agir”, esclarece o delegado. A gravação da conversa mostra que o avô tenta forjar uma prova e pede ao neto que acesse o celular da irmã e se passe por ela em uma conversa. “Nós aguardamos para ver até onde ele (avô) iria. Ele veio até nós e trouxe o celular como prova de sua inocência sendo que era a prova de sua culpa”, explica o delegado.





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