Terceira via (em 2022) indo ladeira abaixo?

Analistas veem variedade de nomes como empecilho de uma terceira via

A variedade de políticos que se apresenta à população brasileira como terceira opção (ou terceira via) de voto para as eleições presidenciais de 2022 dificulta a construção de uma candidatura que seja forte o necessário para bater de frente com o presidente Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Lula (PT).

Enquanto os dois principais nomes da política brasileira detêm uma parcela significativa do eleitorado, a pulverização entre os demais candidatos afasta a possibilidade de que algum deles mude o destino da eleição.

Por mais que algumas estatísticas apontem a intenção de parte dos brasileiros de votar em um nome que não seja Bolsonaro ou Lula, como o recorde de abstenções nas eleições de 2018 (42,1 milhões de brasileiros votaram nulo, branco ou não compareceram ao local de votação), a impressão de momento é que a terceira via não vai decolar.

Uma prova disso foi o fiasco das manifestações nos atos de 12 de setembro, organizados pelo combalido e desacreditado MBL (Movimento Brasil Livre), que tiveram como pauta o impeachment de Bolsonaro. O fato de o PT não ter participado do ato, ao contrário do que fizeram potenciais presidenciáveis, como o governador Doria (PSDB), e Ciro Gomes (PDT), esvaziou o protesto e mostrou uma provável rejeição à terceira via.

Deixe um comentário