Uma nova Máfia surgindo? Máfia do Plasma? Alguns estão atuando em Gravataí...

Uma nova Máfia surgindo? Máfia do Plasma? Alguns estão atuando em Gravataí...

O Site leu um artigo do interessante: “Em Defesa Ética na Pesquisa Clínica”. Mas estava precisando desabafar e saiu. o Plasma Rio em Plaquetas (PRP) é um produto biológico, definido como uma fração do plasma obtida do sangue da própria pessoa, que através de centrifugação, gera uma concentração de plaquetas acima da contagem basal do indíviduo. As plaquetas são as menores células do sangue. Além de ajudar a estancar sangramentos (hemostasia), descobriu-se que as plaquetas contém grânulos ricos em substâncias envolvidas na regulação da inflamação, na formação de novos vasos sanguíneos (neoangiogênese) e na migração de células-tronco (1). Este produto seria, em tese, uma forma de estimulara cicatrização dos tecidos, utilizando um derivado do sangue da própria pessoa. Atualmente, diversas especialidades médicas propões pesquisas para uso terapêutico do PRP em diversas patologias. A Ortopedia é uma das áreas com maior número de aplicações, sendo usado para o tratamente de lesões articulares e do tecido músculo-esquelético (1).

1- O PRP funciona ou não funciona? Discussões apaixonadas tem surgido em Congressos e em publicações científicas, a respeito da eficácia do PRP, como uma polarização extrema entre seus defensores e seus inimigos. Obviamente nenhum destes polos extremos deve ser a posição de um pesquisador sério. Existe uma dúvida, vamos fazer uma pesquisa para esclarecer. Longe de querer opinar sobre está questão, existem dois fatos que precisam ser conhecidos:

De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), em sua Resolução 2128/2015, a aplicação do PRP em pacientes, no Brasil, só deve ser feita dentro de protocolos de pesquisa clínica, devidamente aproados e fiscalizados por um Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) registrado na
Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) (2);

A Resolução 466/2012, da ANS (Agência Nacional de Saúde), que rege e normatiza a pesquisa clínica no Brasil, proíbe qualquer tipo de cobrança dos participantes de pesquisa (3).

Favorável ou contrário ao uso do PRP, não é possível fugir destes dois fatos. Portnto, muitos pesquisadores das áreas básicas e das áreas clínicas tem se dedicado com seriedade a conduzir pesquisas éticas, buscando obter respostas honestas, que tragam benefícios para pessoas que sofrem com dores articulares.

2) Existe algum problema em fazer pesquisa clínica em seres humanos usando PRP? Não, desde que REGRAS ÉTICAS e sanitárias sejam estabelecidas.

3) O PROBLEMA: Por puro desconhecimento das normas éticas e sanitárias, ou por PURA GANÂNCIA mesmo, existe um número crescente de MÉDICOS oferecendo abertamente a aplicação de PRP, sem nenhum controle sanitários, em clínicas privadas. Alguns até desconhecem a recomendação do CFM para só usar com pesquisa e COBRAM pela aplicação como se estivesse tudo bem. Outros, cientes da recomendação do CFM, criam falsos protocolos de pesquisa, com a finalidade de COBRAR pela aplicação de maneira disfarçada.

Os exemplos a seguir são situações relatadas para tratar sua dor. Recebe a informação de que seu caso terá benefício com o uso do PRP, mas que para isso terá que participar de um estudo clínico por causa da orientação do CFM. A aplicação será gratuita, mas o paciente precisar pagar um valor em torno de R$ 5.000,00 (dizem que no RS é um preço maior). para uma empresa que irá fornecer o equipamento e que irá preparar o produto, ou para um determinado biólogo ou biomédico. A empresa ou o profissional repassam o dinheiro para o MÉDICO. Logo, o MÉDICO não cobrou.

Em outra situação, o paciente é orientado pelo empresário dono da centrífuga que prepara o produto, a fazer uma “doação” para um pequeno hospital filantrópico. Assim poderá ser incluído em um protocolo de pesquisa onde não será cobrado. o Hospital repassa depois o dinheiro para o MÉDICO. Logo, o MÉDICO não cobrou.

Também surge o anúncio de uma pesquisa com PRP na mídia. Ao procurar o centro de pesquisa, o paciente é INFORMADO que seu caso não se enquadra nos critérios de inclusão, mas que ele pode procurar o MÉDICO no consultório e PAGAR pela aplicação.

Todas estas situações são formas de tentar driblar a fiscalização. São situações de grave infração ética. Infelizmente muitos destes MÉDICOS não tem noção do delito que estão cometendo. Viram colegas fazendo igual, achando que é correto.

Informação do Site: a cidade de Gravataí é um celeiro de aplicadores de PRP…

Artigo do Dr. Alessandro Zorzi

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